terça-feira, 23 de setembro de 2014

Coisas

Fotografias

Hoje notei que eu prefiro me apegar às coisas do que às pessoas. O momento não foi dos melhores, meu pai estava levando um jogo meu (que tem grande significado para mim) para doar, mas eu não pude ver aquelas peças que eu lembro de vários dias jogar, com pessoas que nem estão mais por perto, de ter momentos na memória, que eu só lembro quando revejo essas peças amarelas, verdes, vermelhas e azuis. Sei que não é certo, mas como em um momento de nostalgia cuspi "não acho justo, tu dar as minhas coisas, como se elas não significassem nada para mim". Ninguém sabe o que essas coisas significam para mim, como eu sei. E é horrível guardar isso. 

Como eu já disse, acho mais fácil me apegar às coisas, do que às pessoas. As coisas não me decepcionam, não vão embora, não mudam. Acho errado o modo como me apego as coisas, aos brinquedos de quando eu era criança, aos presentes que ganhei de determinada pessoa, daquelas que estão longe, e quando estou por perto dos presentes eu me sinto, perto delas. Acho um tipo de egoísmo da minha parte não conseguir me desfazer dessas coisas que as vezes eu nem uso e outra pessoa poderia usar, mas sou assim, me apego às coisas e não às pessoas, não me arrependo, mas elas fazem parte de mim, de momentos, de pessoas, de lugares, de lembranças que eu quero ter pra vida inteira e como eu não posso ter as pessoas que fazem partes disso, para sempre, ao menos os pequenos objetos eu levarei comigo, quando sinto falta, posso senti-lo, literalmente.

XOXO,
Somenoe who knows that this too shall pass 
(M.D.M.)

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